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sábado, 31 de janeiro de 2015

EMC VPlex - Virtualização de storage

EMC VPlex - Virtualização de storage



Boa tarde pessoal, tudo bem?

 Hoje vou falar um pouco sobre o produto da EMC para virtualização de storage. O VPlex.

 Recentemente participei de um treinamento referente este produto, que vem com uma ideia inovadora, mostrando estabilidade, escalabilidade e acima de tudo disponibilidade, quando o assunto é acesso aos dados.

 O conceito de virtualização de storage é termos uma nova camada que irá receber os discos lógicos (LUNS, Devices, ETC) dos storages propriamente dito, seja ele de qualquer vendor não especificamente da EMC, e este passar a ser um fornecedor de discos para os hosts.

Exemplo de conexão:



 Esse desenho fiz a mão mesmo, pois fica um pouco mais fácil :).

Vamos a explicação:

- Temos nossa SAN redundante, tendo dois fabrics (SAN1 e SAN2);
- O VPlex através das portas de front-end (Linhas em verde) são as portas que devem fazer zonning com as HBAs dos initiators (também em verde);
- As linhas que estão em azul e vermelho representam a comunicação de back-end do VPlex com os storages, neste exemplo o VNX e o VMAX. Sendo assim, deve existir um zonning das portas de
back-end para as portas de front-end de cada storage (SP e FA neste modelo);

 Dessa forma, teremos todos os nossos storages entregando discos para o VPlex neste caso e ele fazendo a função para os initiators de storage.

 Para os storages o VPlex passa a ter função de initiator e com isso fazendo o processo de criação de recursos seguir seu curso normal dependendo do modelo do storage.
 No caso do VMAX, devemos seguir com a criação dos devices, depois os meta-devices, adicionar em um POOL, configurar o Initiator Group, Storage Group, Port Group e Masking View. Se estivermos falando de um VNX, criar as LUNs, registrar os Initiators e configurar o Storage Group. E por aí vai, cada storage irá trabalhar da mesma forma que sempre trabalhou e você como administrador irá criar os recursos da mesma forma.

 No VPlex teremos que trabalhar as LUNs e ou esses devices entregues para que eles façam a função de Virtual Devices para os hosts. Por enquanto não vou entrar nessa questão, pois por enquanto quero falar apenas do VPlex e um pouco de como funciona essa questão de virtualização de storage.

 Feito todo processo de configuração das LUNs no VPlex, temos que fazer o mesmo processo de masking para que possamos informar logicamente quais discos um determinado host pode acessar e quais portas ele pode utilizar. Nesta etapa, temos o VPlex como um storage entregando recursos de discos para os Initiators.

 Então o processo de zonning deve ocorrer da seguinte forma:

- Portas de back-end do VPlex em zonning com as portas do storage, seja FA, SP, etc;
- Portas de front-end do VPlex em zonning com as portas HBAs dos initiators;

 Agora pelo fato de termos que criar recursos em dois ambientes parece um tanto quanto complicado do ponto de vista administrativo, pois temos a sensação de que teremos agora sempre duas atividades de entrega de disco.
 Porém, a grande vantagem de podermos usar o storage virtualizado é que assim que tivermos as definições do ambiente ou dos ambientes, os recursos de storage serão criados 100% no lado storage, ficando conforme demanda apenas a criação dos recursos no VPlex.
 Se formos seguir o modelo tradicional de entrega, realmente teremos que fazer duas atividades de entrega de discos isso sem contar a parte de zonning.

 A família VPLex possui três modelos, sendo eles:











Falando um pouco de cada modelo:

 - VPlex Local: Usado de forma centralizada, atendendo assim um único site. Neste modelo temos os nossos storages fornecendo recursos para o VPlex, e o VPlex fazendo a função de storage em nossa SAN para os initiators.

- VPlex Metro: Este modelo tem o conceito de accessanywhere, ou seja, ele possui uma interconexão com dois sites tendo o site 1 uma estrutura com SAN, VPlex e storage e o site 2 com os mesmos componentes. Dessa forma temos de forma síncrona o tráfego dos dados, garantindo alta disponibilidade, acesso rápido as informações, e para o lado host, tanto faz por qual estrutura ele está efetivamente armazenando os dados. Aqui vale lembrar que temos um limitação quanto a implementação que é a distância de um site para outro. Não podemos ter mais do que 5ms de RTT (round-trip time ou tempo de ida e volta).

 - VPlex GEO: Para esse modelo temos o mesma funcionalidade do Metro, porém aqui devido a ele comportar uma distância maior, em torno de 50ms de RTT, ele trabalha de forma assíncrona para poder fazer essa comunicação. Aqui no entanto temos que levar em consideração que podemos ter perda de dados devido a forma assíncrona, pois não temos confirmação de que foi escrito, de que foi gravado o dado no destino para que ela possa disparar as novas solicitações de gravação.

Abaixo, segue um desenho da implementação de um VPlex Metro e do quanto ele pode melhorar a eficiência do nosso ambiente, bem como a alta disponibilidade:


 No desenho temos dos clusters ESX, sendo o A em um site e o B em outro site. Uma VM pode existir inicialmente em um determinado site e posteriormente por uma questão de VMotion automático do sistema, ou através de intervenção do administrador ir para o outro site sem problemas. Isso tudo de forma transparente para o usuário final.

 Claro que algumas aplicações devido a sensibilidade quanto a alguns fatores externos, tendem a perceber algumas movimentações, ou alterações podem apresentar algum comportamento anormal. Mas isso vale para qualquer ambiente. Para isso um bom estudo de caso antes de implementar uma solução é importante.

 Alguns pontos de vantagem que eu vejo quanto ao uso do VPlex é em relação a podermos ter vários storages conectados em um mesmo ponto, facilitando assim a administração quanto a criação de recursos posterior setup do VPlex, migração de storage, pois podemos migrar os recursos dentro do próprio VPlex, sendo muito útil quando precisamos desativar um determinado storage, escalabilidade de crescimento, segurança do dados, alta disponibilidade, para os casos de Metro e GEO a praticidade de existir a comunicação site-to-site e que ambientes existam dentro desta estrutura e para eles tanto faz por onde o dado efetivamente está sendo acessado, uma camada tão eficiente quanto as estruturas de back-end/front-end dos storages para aguentar cargas de I/Os. Enfim, vale novamente um estudo de caso para ver como seu ambiente irá se comportar numa estrutura como a do VPlex, porém as vantagens são enormes.

 Sem contar também as integrações que temos hoje com o Recover Point que é um outro produto da EMC, integração com o VIPR  (software defined storage).

 Segue alguns links referente ao VPlex, que serviram de base para este artigo e que podem ser de grande ajuda caso você queira saber um pouco mais e algumas questões mais específicas.

http://www.emc.com/storage/vplex/vplex.htm
http://www.emc.com/collateral/hardware/data-sheet/h7070-vplex-family-ds.pdf
http://www.emc.com/campaign/global/vplex/index.htm

 Mais para frente irei verificar a possibilidade de montar alguns artigos falando um pouco mais sobre o VPlex, por modelos, configurações, etc.

 Espero que tenham gostado e até a próxima.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

SQL e Windows no lugar certo - DBBITS

Boa noite pessoal!!! Ou para alguns mais sistemáticos bom dia :)

O post de hoje é rápido e objetivo.

Para os amantes de banco de dados SQL e servidores Windows com uma pitada de virtualização, vou lhes apresentar o blog de um grande amigo que dispensa qualquer comentário a nível de qualidade, profissionalismo, conhecimento, desenvoltura, enfim, uma pessoal e um profissional fantástico.

Nesse blog você encontrará recursos que irão ajudar no dia a dia, como em situações de problemas até mesmo como evitar algumas ...

Estou falando do blog http://dbbits.com.br



Tive a grande oportunidade de trabalhar com o Marcelo e posso garantir e afirmar que o cara manja muito.

Espero que gostem e vamos aos estudos de Windows e SQL agora ;)

Abs e até a próxima!!!

VMware - Labs HOL - Laboratório gratuito para estudos




Bom dia pessoal, tudo bem?

 Hoje vou falar e mostrar um pouco de um site que conheci recentemente que achei fantástico, principalmente para quem quer estudar, se certificar e conhecer ou mesmo só para ter um pouco mais de contato com os produtos VMware.

 É um Lab on-line montado pela própria VMware, onde nele você irá encontrar um ambiente montado especificamente para o assunto que você deseja estudar e o melhor de tudo com o material para você poder ir lendo, montando o Lab e desfrutando de tudo que a ferramenta pode lhe oferecer.

Isso mesmo, a VMware disponibiliza um Lab todo preparado para você estudar de forma gratuita.

O site é o Labs Hol: http://labs.hol.vmware.com

É necessário fazer um cadastro antes, lembrando que este é gratuito e partir para os estudos nos ambientes.

Abaixo segue um print para termos uma visão de como é o site.



Para fazer o treinamento, basta clicar no ENROLL e você será direcionado para o Lab.

Em breve tentarei fazer um vídeo mostrando como funciona o Lab, os acesso, etc.

Iniciativa muito legal da VMware que é uma empresa fenomenal.

Abs!!!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

RAID - O que é RAID, tipos de RAID, como escolher o tipo de RAID


Bom vou falar hoje sobre RAID!



Sei que é um assunto que parecer fácil, mas que as vezes nos coloca a margem de que tipo de RAID devemos escolher, qual o melhor ou qual irá me atender melhor.

Vamos primeiro ao tradicional, a tradução:

RAIDRedundant Array of Inexpensive/Independent Disk - Ordem redundante de disco independente (Hã???).

Basicamente, temos vários discos físicos fazendo com que de alguma forma (por hardware ou software) estes discos sejam apenas um e com um tamanho mais que apenas um disco individual.

Exemplificando:

 Podemos ter uma gaveta de discos, contendo 10 discos de 100GB. Se formos somar tudo isso temos o total de 1TB. Pegando como exemplo um RAID 0 que não tem discos para redundância ou paridade, neste caso vamos chama-lo de hotspare, teremos este espaço total.
 Usando um outro tipo de RAID, algum ou alguns discos serão necessários para fazer a paridade e assim se tornar(em) discos de hotspare, caso algum disco ativo em produção falhe, este outro disco irá assumir a posição ativa, garantindo integridades dos dados e continuidade dos dados.

Acho que aqui já deu para ter uma idéia de como funciona a questão do RAID quanto a espaço supostamente físico como proteção e discos designados para proteção.

Vamos agora explicar alguns tipos de RAID:

- RAID 0: Você precisa no mínimo dois discos para este tipo de RAID.
 Sendo que algumas vantagens será em relação a performance, pois ele usa o conceito de strip que são os dados espalhados pelos discos, então quando é necessário fazer acesso a determinada informação ele tem o acesso mais rápido e eficaz.
 No entanto a desvantagem do RAID 0 fica em relação a não possuir paridade e não possuir redundância. Caso algum disco venha a falhar, o volume que estiver configurado ficará indisponível e com perda de dados. 
 Para este tipo de RAID, devemos manter dados que não são de forma alguma críticos. 
 Como uso recomendo cache de algumas aplicações, cache de browser, dados de memória, enfim algo que se você perder não fará nenhuma falta.

RAID 1: No mínimo dois discos também. Porém um dos discos será destinado para mirror. Então se formos utilizar dois discos de 200GB, não teremos um total de 400GB de espaço, teremos apenas 200GB. O outro disco será o par redundante, tendo os dados do HD1 espelhado para este HD2.
 No uso do RAID 1 temos a perda de espaço que conseguiríamos dois discos, porém temos a certeza de que caso um disco falhe nossos dados estarão íntegros não impactando no nosso sistema que faz uso deles.

RAID 5: Mínimo de três discos.
 Neste caso vamos pegar como exemplo três discos de 100GB. Como espaço útil teremos 200GB e o terceiro disco de 100GB para fazer a paridade dos dados. Caso o disco 1 venha a falha, através de um cálculo ele consegue fazer o uso dos dados normalmente sem perda.
 Com o RAID 5, temos ganho em relação a performance pois os dados também são armazenados de forma espalhada, temos mais discos para leitura/escrita, podendo assim atender mais demandas de I/O, no entanto eleva o custo na compra dos discos para poder atender os quesitos de espaço e de proteção.

Os tipos de RAID àcima são os mais comuns, porém hoje podemos fazer algumas combinações de RAID que estão sendo muito utilizadas hoje em dia. Vamos a elas:

RAID 6: De forma semelhante ao RAID 5, porém com uma paridade à mais. Precisamos com isso um mínimo de 4 discos.
 No RAID 6 podemos ter a falha de até dois discos e mesmo assim termos nossos dados íntegros e acessíveis.
 Continuaremos com o ganho de performance, atendimento das solicitações de I/O bem como a idéia de que como no RAID 5 temos um custo maior, pois vamos precisar de um disco à mais de paridade.

RAID 10 (1+0 ou 0+1): Também requer um mínimo de quatro discos, com a vantagem de neste termos o strip dos dados e o mirror.
 Resumindo, os dados são espalhados nos discos primários e espelhados nos discos secundários.
 Ótima performance para aplicações que necessitam de altas cargas de I/O e ainda com a vantagem da proteção dos dados.

RAID 50: Mínimo de seis discos, sendo que aqui temos a paridade dos dados e o strip. Ganho na performance também e na proteção dos dados.

RAID 60: Oito discos como mínimo requerido. Sendo para a dupla paridade e strip dos dados. 

Temos também RAID 2, RAID 3, RAID 4 ... Porém, falei dos principais e de algumas variações em relação aos RAIDs convencionais. 

Lembrando que podemos ter as configurações de RAID por hardware como por software e cada uma tendo sua característica de configuração, melhora do desempenho, e por aí vai.

IMPORTANTE:

 Na hora de escolhermos um tipo de RAID, temos que saber, conhecer, ou mesmo termos a especificação de como aplicação que irá utilizar funciona, o quanto os dados que estão neste equipamento são importantes. Isso é fundamente na tomada de decisão.
 Claro que devemos levar em conta o quanto temos disponível para investimento ($$) na compra de tais recursos, mas nunca esquecendo que certas escolhas, inclusive em economia podem causar gastos maiores no futuro ou perda de crescimento gradativo.

 Não temos como fazer uma "receita de bolo" quanto ao que é melhor usar de RAID, mas temos as recomendações como da própria Oracle do que eles recomendam para uso do seu banco de dados, com certeza temos uma recomendação da Microsoft para o SQL, para as aplicações Linux, Windows.

Até a próxima.